Mais uma cena de Kill Bill vol1. em que Quentin Tarantino faz homenagem a
Toshiya Fujita, através de referência do filme "Shurayukihime" (Lady
Snowblood).
Outro documentário de Mike White, o primeiro, "Who do you think youre
fooling" parte 1. Releta as influências de "Reservior Dogs" (Cães d Aluguel).
Assistam abaixo.
Mike White lançou nos Estados Unidos um documentário "denunciando" Quentin Tarantino, acusando-o de plagiador. Mas todas as referências que Tarantino faz ele assume e as vezes até brinca dizendo: "uns dizem que eu referencio, outros dizem que eu homenageio, mas na verdade eu copio mesmo. Eu plageio". E vocês, o que acham? Afinal, Tarantino copia, plageia, homenageia? Faz o quê? Deixem seus comentários.
Assistam, abaixo, ao documentário "Who do you think youre fooling" de Mike White.
A antológica cena da dança de Pulp Fiction, em que Mia Wallace (Uma
Thurman) e Vicent Vega (John Travolta) esbanjam ritmo, faz referência ao filme
"Bande a part" de Jean Luc Godard. No filme de Godard os personagens Odile (Anna
Karina), Arthur (Claude Brasseur) e Franz (Sami Frey) fazem uma performance
dançante que também ficou marcada na história do cinema.
Godard utiliza a cena da dança como uma espécie de compensação. Como o filme
ficará "pesado", a partir daquele momento, o diretor francês oferece
uma cena de dança para que o espectador seja presentado e não receba um choque
no momento em que as situações ficarem complicadas.
Da mesma forma, Tarantino utiliza a cena da dança para dar uma compensção ao
espectador, já que algo de rium acontecerá no filme. Por isso as pessoas
receberão um presente: uma linda e inesquecível dança.
Assistam, abaixo, as duas cenas. Na esquerda a de Godard e na direita a
de Tarantino.
Há pessoas que me perguntam: "Como você sabe as referências do Tarantino?" "Como você têm certeza delas" "Você dá a sua opinião?" (e assim por diante). A primeira coisa que respondo é: "Eu não sei das referências do Tarantino, quem sabe é ele. O prório. É Quentin Tarantino quem conta as suas referências". Essa é a pura verdade.
Mas como eu descobri isso? Bom, como fã de Quentin Tarantino passei a estudá-lo afundo. Passei a ler e a assistir o máximo de entrevistas do diretor, passei a assistir especiais relacionados a ele, etc., além de ver e rever milhões de vezes os seus filmes.
Já mostrei, aqui no blog, John Ford, Sergio Leone, Ennio Morricone, Alfred Hitchcock, Mike Nichols, Toshiya Fujita, Frederico Fellini, Bruce Lee, Tobe Hooper, Lucio Fulci, Ufa! Mas acreditem, terá muito mais (não só acreditem, mas continuem visitando o blog também).
Por isso, não me espanto com o chamdo "cinema de referência" exercido por Quentin. É natural que um cara, que passava horas assistindo filmes e mais filmes (quando trabalhara numa videoteca), possua um acervo visual inesgotável. Tarantino aprendeu cinema assistindo cinema. Assim, não há problema nehum que ele utilize esse acervo para criar suas obras.
Para provar como quem fala é Tarantino, segue, abaixo, um trecho da entrevista dele concedida a Charlie Rose, em que o diretor comenta sobre seu "cinema de referência".
Abaixo Q. T. fala de suas principais Influências.
Abaixo Q. T. fala das Influências de Pulp Fiction.
Agradeço as visitas (estão cada vez mais numerosas), continuem acessando o blog e deixando seus comentarios. Muito Obrigado.
Tarantino, em Kill Bill vol1., faz homenagem ao diretor de filmes de terror Lucio Fulci e ao filme "Paura nella città dei morti viventi" de 1980. Confira, abaixo, do lado esquerdo a cena de Fulci e do direito a de Tarantino.
A fala clássica de "Buck" em Kill Bill vol1. ("My name is Buck...") foi uma
homenagem ao diretor Tobe Hooper, do filme "Eaten Alive", e ao ator Robert
Englund (o mesmo que ficou conhecido por interpretar Freddy Krueger em diversos
filmes). Compare, abaixo, o video da esquerda é o de Hooper e o da direita o de
Tarantino.
Desde pequeno Quentin Tarantino é fã dos filmes de Bruce Lee. O filme "Game
of Death" (Jogo da Morte) de 1978, em especial, serviu de inspiração para o
diretor para a criação do figurino de luta de "A Noiva" (Uma Thurman). Confira,
abaixo.
Salvar a mulher que se está apaixonado. Este é o lema, tanto de Marcello
Rubini (Marcello Mastroianni) em "La Dolce Vita" (A Doce Vida) do mestre
Frederico Fellini, quanto de Vicent Vega (John Travolta) em "Pulp Fiction"
(Tempo de Violência) de Quentin Tarantino. No filme italiano mulher
desejada é Silvia (Anita Ekberg), no americano ela é Mia Wallace (Uma
Thurman).
Tarantino, mais uma vez, recorre a um clássico do cinema para elaborar sua
cena. Perceba, abaixo, a sequência de Pulp Fiction (da direita) e faça a
comparação com a sequência de La Dolce Vita (da esquerda).
O duelo final de Kill Bill vol1, entre a Noive e O-Ren Ishii, que ocorre na neve foi inspirado num clássico do cinema japonês. Trata-se de "Shurayukihime" (Lady Snowblood) de Toshiya Fujita, de 1973.
As duas cenas estão colocadas lado a lado abaixo, na esquerda a cena de Fujita e na direita a de Tarantino.
A maneira como O-Ren Ishii chega a morte, contudo, já foi influenciada por outro filme (que poderá aparecer nas próximas postagens do blog).
A abertura de Jackie Brown talvez seja uma das referências mais diretas de
Quentin Tarantino. Quentin homenageia o diretor Mike Nichols, e o filme "The
Graduate" (A Primeira Noite de um Homem), filmando uma abertura semelhante a de
Mike.
Compare, abaixo, a cena da esquerda é a de Nichols e a da direita a de
Tarantino.